Neste blog, mais imagens do que palavras...
A fotografia é uma paixão que não requer ser cultivada, tão somente alimentada, pelo que uma imagem vale mais do que mil palavras!

In this blog, more pictures than words ...
The photography is a passion that does not require to be cultivated, nourished solely by that one picture is worth a thousand words!

Seguir este blog

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CRUZ MONOLÍTICA EM FRENTE AO SANTUÁRIO DOS REMÉDIOS

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

LAMEGO À NOITE - O "CALOR" DA LUZ NUMA VOLTA DE 180º AO CASTELO

Castelo de Lamego - Natal/2010
Castelo com Santuário de Nossa Senhora dos Remédios na lateral em fundo.
Castelo e centro histórico de Lamego com Igreja de Santa Cruz em fundo.
Rotuna do Munumento ao Soldado Desconhecido - Vulgarmente denominado "Xico do Pinto"
Vista parcial da cidade.

Jardim da República com Paços do Concelho à esquerda e Castelo em fundo.

PRESÉPIO DO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS - NATAL/2010

PRESÉPIO (PERMANENTE) DO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS


Menino Jesus e o presépio permanente ao longo do ano no Santuário.

PRESÉPIO DA IGREJA DE SÃO FRANCISCO -LAMEGO

Esta imagem é uma parte do presépio o qual pode ser visitado ao longo de todo o ano. Encontra-se nos claustros da igreja.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FIGO DA ÍNDIA

Mais uma lição! Fotografei estes cactos com interesse pelos rebentos avermelhados e desconhecia serem figos da Índia!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lisboa... Ponte 25 de Abril

Foto tirada em andamento (uma mão no volante e outra na máquina) no tabuleiro da ponte sobre o rio Tejo, com Cristo Rei presente!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

IGREJA DAS CHAGAS - LAMEGO

“A Igreja das Chagas é o que resta, no antigo Campo do Tablado, de um mosteiro de Clarissas iniciado no ano de 1588. O fundador, Dom António Teles de Menezes, bispo de Lamego, trouxe para aqui seis religiosas, irmãs todas, de pai e mãe, do dito Senhor.
É apreciável o primitivo pórtico renascentista. No corpo central da igreja, merecem atenção os azulejos do séc. XVII, ocupando completamente as paredes laterais. De particular interesse é a talha dos altares. Destacamos o retábulo de S. João Evangelista princípio do séc. XVII), onde se relata a vida do Apóstolo em pequenos quadros de paciente escultura. Exuberante é o altar de S. João Baptista (barroco nacional). Entre outras esculturas, encontramos uma arcaica imagem de S. Sebastião, padroeiro da diocese de Lamego."
In livro de F. J. Cordeiro Laranjo, editado pela Santa Casa da Misericórdia de Lamego - "Igreja do Mosteiro das Chagas"

Portal de entrada onde se pode ler: DÕ ANTONIO TELLEZ DE MENESES BPO DE LAMEGO ERIGIO./EDIFFICOV E DOTOV ESTE MOSTEIRO DA ORDEM DE S. CLARA/EM LOVVOR DAS CINCO CHAGAS. ANNO. M.D.LXXX.VIII.

"A Igreja das Chagas, é constituída por uma só nave, com uma abóbada de notável eixo (22.20m) e diâmetro de curvatura (8.75m). As paredes do corpo central da igreja são revestidas a azulejo do séc. XVII."
Na capela-mor, podemos apreciar o altar e a pedra tumular do fundador. No altar ao centro, encontra-se a escultura de Nossa Senhora da Conceição ladeada na sua direita por São Francisco de Assis e à sua esquerda por Santa Clara. Na pedra tumular consta o brasão e a seguinte inscrição: SEPVLTVRA DE DOM ANT.º TELLES DE MENESES.BPO QVE FOI DE LAMEGO: HO QVAL FVNDOV E EDIFICOV HE DOTOV ESTE MOSTEIRO DAS CHAGVAS. FALLECEV A 22.DIAS DO MES DE IV LHO DE 1.5.9.8: ANNOS.
Altar de Santo António:
Altar de São João Baptista tendo à esquerda da imagem um alto-relevo representando o baptismo de Cristo. À direita podemos ver a degolação do Santo.
Altar de São João Evangelista com vários quadros de alto-relevo onde é apresentada a vida do Apóstolo.
Altar das Almas representado numa tela por São Miguel Arcanjo. No alto uma escultura de Santa Rita. À direita do painel, Santa Bárbara e à esquerda São Bento.
Altar de São Sebastião. A seu lado Nossa Senhora da Piedade.
Pedra com grafia. Fica por cima da antiga porta de acesso à anterior sacristia do Convento.
Senhor Morto com três imagens de meio corpo a seu lado: São João Evangelista, Nossa Senhora e Santa Maria Madalena.
No cimo do arco da capela-mor, podemos ver o brasão das cinco chagas em talha assim como o escudo do fundador da igreja, Dom António Teles de Menezes.
Fundo da igreja, local onde no passado se situava o Coro da Comunidade Religiosa.
Muito fica por dizer relativamente à riqueza histórica desta Igreja. A Sacristia é um exemplo que pode ser admirado no slide de fotos que seguidamente apresento.


FONTAINHAS

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CAPELA DE SÃO PEDRO DE BALSEMÃO - LAMEGO

A Capela de São Pedro de Balsemão, Monumento Nacional, constitui um dos raros exemplos de arquitectura religiosa altimedieval actualmente conservados em território Português. É um pequeno Templo mas com imenso valor arquitectónico e arqueológico para explorar e que fascina mesmo quem não seja grande apreciador destas áreas. Fica situada a cerca de 3 Kms do bairro da Ponte – Lamego, construída durante a época Visigótica do Rei Sisebuto que chegou a cunhar moeda em Lamego - Séc. VII (há também quem aponte a data de 572 contudo não consegui obter dados comprovativos), de acordo com alguns historiadores, é a capela mais antiga de Portugal e a segunda da península Ibérica. Ao longo dos séculos a capela sofreu várias alterações com obras de remodelação e que alteraram a sua feição primitiva. Na actual entrada principal e por cima desta, encontram-se três escudos, ladeada por mais um e abaixo deste, uma epígrafe romana, igualmente incrustada na parede onde consta:
“I. CLAUDIO CAESARE GERMA. PONTI. MAX. TRIBU. POTEST. TRI N. P. E. CONS. TER. MAX. AUG.”
(constituiu uma memória ao Imperador Cláudio Germano, cônsul pela terceira vez) No seu interior, apresenta três naves com capela-mor, sendo a central mais alta e estando separada das outras através de três arcos cada uma, suportados por colunas com capitéis coríntios.
A capela-mor onde se encontra a imagem de São Pedro é rectangular, separada daquelas por um arco Triunfal em forma de ferradura.
Uma das peças notáveis que este Templo apresenta, encontra-se na nave central: O túmulo do bispo D. Afonso Pires (século XIV) que tem esculpido numa das laterais a ceia de Cristo e na outra a Crucificação também de Cristo. Num dos topos encontra-se esculpido a coroação de Nossa Senhora. D. Afonso Pires nasceu em Lamego e foi Bispo do Porto entre 1358 e 1372. Faleceu na Régua. Numa lateral do arco triunfal de acesso à capela-mor, encontra-se uma pedra que facilmente se diferencia das outras com a seguinte inscrição:
"Hic jacet domus Alfon
So Episcopus Portugalensis qui fecit
Et conservauit ecclesiam istam et
Visitavit sepulcrum Domini
Et basilicas Apostolorum
Petri et Pauli et de
Cezit in era MCCCC"

“Aqui jaz D. Afonso, Bispo do Porto, o qual fez e conservou esta igreja e visitou o sepulcro do Senhor, e as basílicas de S. Pedro e S. Paulo. Morreu na era de 1400”. Outra peça notável encontra-se no altar de uma das naves laterais (entrada norte): Nossa Senhora do Ó (escultura encomendada por D. Afonso em pedra ançã que apresenta Nossa Senhora no seu estado de gravidez, do século XIV). Na outra nave (entrada sul), encontra-se colocado no altar Cristo na cruz. (Ver fotos mais abaixo no slide)
O pavimento encontra-se em grande parte ocupado por sepulturas rasas. Nos espaços livres podem ser observadas faixas de cantaria que formam rectângulos preenchidos por um empedrado de seixos do rio rolados em tons de branco e azul, que compõem desenhos geométricos. O tecto da nave central e capela-mor é de madeira em forma de caixotões pintados. Este Templo tem muito mais para descobrir, mas o melhor é uma visita ao local onde com a preciosa ajuda da responsável, D. Maria dos Prazeres poderão obter mais informações. Horário de visitas: Período de Inverno das 9h30m às 12h e 30m e das 14h às 17h30m. Período de Verão: das 10h às 12h 30m e das 14h às 18h. Encontra-se encerrado às Segundas todo dia, Terças de manhã, no 3º fim-de-semana de cada mês e aos feriados.
Entretanto, deixem a porta abrir e apreciem o slide de fotos que apresento!